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LINGUAGEM

Gosto da clareza de linguagem do presidente americano, Donald Trump.
A beleza do estilo da verbalização do mais poderoso homem terrestre está no estilo do falar fácil.
Em Donald Trump não há neologismo ou expressão idiomática: a verbalização é retilínea.
“A linha reta não sonha”, disse o gênio da arquitetura mundial, Oscar Niemeyer, servindo à linguagem.
Discursando, Trump não sonha, fala: “Na América terá masculino e feminino”, e abordou “a liberdade de expressão”.
Para o dono do trono da terra do Tio Sam, Deus não criou Adão e Ado e nem Eva e Iva. Ou seja, homem é homem, mulher é mulher. E tá falado!
“Liberdade de Expressão”, para Trump, significa caráter, ditos e gestos, porque “os fatos são sagrados; às opiniões são livres”.
Aproveito o viés me mostrado pelo presidente americano para tocar na nossa linguagem, que tenho observado que o “caboquês” está perdendo espaço na boca dos “papagaios”, que preferem o carioquês, imposto na Amazônia pelo poder da Rede Globo de Televisão.
O “achismo” é uma praga no rádio esportivo paraense. “Jogada aguda”, repórter chamando pro técnico de “professor”, “pisar na área”, “mudar a chave” “caldeirão”, “avalanche”, “pipa” é tão impressionante as “papagaiadas” em detrimento da linguagem cabocla, que na TV Cultura do Pará tem um narrador, que cinicamente, ressuscitou o consagradíssimo Waldir Amaral, narrador esportivo que marcou época na Rádio Globo-RJ, com um bordão que o consagrou: “Indivíduo competente!!!” a cada gol narrado.
Em Belém, ouvindo rádio e vendo TV, admito que graciosamente fala-se cairoquês.
Não se cria nada, copia-se, e a nossa fala sofre a influência da linguagem sulista.
Penso que o Brasil é um conglomerado de “nações” federadas, e Amazônia com seus 4.196.943 km², sendo Belém, uma dessas “nações”, desponta com sua etnia, culinária (que é originalíssima), cultura popular, a música e a vertente linguística, nos tornam diferentes do resto do Brasil.
Égua! Paidégua! Curica, rabiola, papagaio, cangula, filho de uma égua! Estordi! Se perdem no tempo e no espaço.
Reconheço que não há humildade na minha pretensão – sei que tem quem me repudie -, aqui neste espaço, procuro defender a dama indefesa, a linguagem cabocla paraense.
É o que há!
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