Uncategorized
“O ESPALHADOR DE BRASA”

Ao longo dos 53 anos de jornalismo esportivo, procuro ser perspicaz e ter ouvido fino, ou seja, saber escutar.
Até há bem pouco tempo, os repórteres sabiam das qualidades profissionais dos técnicos de futebol, porque estavam à beira do gramado observando o trabalho.
Hoje, é diferente: se mede a capacidade do “professor” pelo currículo: títulos conquistados.
Ninguém da imprensa esportiva, no mundo, assiste aos trabalhos dos técnicos de futebol.
Por essa é que os velhos repórteres não chamam para técnico de “professor” e nem a mais cínica pergunta: “Faça uma análise de como o seu time jogou?”
Luizinho Lopes, 43 anos, tem um bom currículo e sei que é um técnico intenso, “espalhador de brasa”, atiçando seus jogadores o tempo todo numa partida de futebol.
Percebi a intensidade do técnico bicolor vendo o vídeo me mandado pelo jornalista Toti.
Mas, sinceramente, nada disso resolverá se a diretoria bicolor não qualificar o plantel alviceleste.
Não tem zagueiro; meia-atacante o ataque sente falta, e o time não faz gol, porque não tem um articulador que deixe os atacantes na cara do gol.
Ou será que aplicaram o “mememe” (não é mimimi) no Márcio Fernandes?
As “estrelas” bicolores colocaram a boca no mundo sobre os gramados, inclusive o da Curuzu, e a diretoria calou.
Num elenco de futebol, um técnico não pode ganhar menos que um jogador, porque perde o moral.
Diferente do PSC, vejo o elenco azulino melhor qualificado, todavia, falta definir quem é quem em determinadas posições, ou seja: um time que a galera saiba de cor e salteado.
Ultimamente, time bicolor tem jogado para não perder, quando deveria jogar para vencer e transfere responsabilidades para os “pastos” travestidos de campos de futebol.
Futebol é pra macho e não cabra medroso e deixar de culpar às velhas lógicas que, sai ano e entra ano, e nada muda.
No futebol paraense não dá pra ser gentil, tem que ser esperto, pensando um palmo longe do nariz.
É o que há!
![]()
