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“O ESPALHADOR DE BRASA”, BIS

Gosto de falar, ler e escrever.
Quando exercito esta trilogia, sinto-me aliviado.
Anne Frank, em seu “Diário”. revela que “O papel é mais paciente do que os homens”. Hoje, é o computador.
Às vezes, na minha intimidade com meu DEUS, que é rico, poderoso e festeiro, indago ‘por que sou assim’.
Porque sei que a minha natureza incomoda e irrita idiotas, corruptos, “camafeus”, Zé da boquinha e ladinos do futebol paraense.
Com fé e gratidão, invejo Agripino Furtado pelo seu ataraxismo. Pela pessoa bondosa que é, a grandeza da sua alma.
Embora, eu seja um caso perdido, não quero ter razão, quero ser – e sou – feliz.
Enfim, sou como sou e não mudarei aos 75 (mais 9 meses na barriga da Tia Maria), neste final de caminhada, aos trancos e barrancos, pagando minha vaidade, esbelto, bem aprumadinho, estiloso, cheirosinho, tonificado e fazendo o que gosto: escrever neste “condomínio” que é meu e incomodando idiotas, que leem e não sabem interpretar um texto. São 75 milhões de brasileiros nesta condição.
Se conhece o caráter de um escritor, poeta, letrista ou jornalista na clareza da sua linguagem. É o estilo!
Particularmente, gosto de usar terminologias que fizeram minha cabeça há 40, 50 anos, e dentre estes termos está “ESPALHADOR DE BRASA”
No fundo do quintal, em Macapá, minha mãe, boeira, cozinhava maniva em lata de querosene sobre tijolos e entre estes se colocava carvão, e quando a brasa dava sinal de apagar, a Tia Maria dizia: “Pomba leza, espalha a brasa e põe carvão!” Então, eu com um espeto, espalhava para os lados as brasas e colocava o carvão para se tornar aceso. Então, “ESPALHAR BRASA” é intensidade, é luz, é brilho, é tornar aceso sem chama o fogão improvisado, mas também o “espalha brasa” pode ser àquele que fala com alarido.
Veremos que o técnico Luzinho Lopes é um “espalha brasa” à beira do gramado, devido sua intensidade, orientando os seus atletas. É o estilo dele. E queira Deus que dê certo.
É o que há!
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