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“IMBATÍVEL E DIFERENTE”

Falar de si é fácil.
Difícil é contar às derrotas.
Meu estado de velho (75 mais 9 meses na barriga da Tia Maria, são quase 76) tem sido bom, mas como disse o politicólogo italiano, Norberto Bobbio, “dura pouco”.
Afago todo dia meu coração por, durante esses anos, com a graça de DEUS, bombear 343 litros de sangue por hora, 3 milhões de litros por ano, para oxigenar os trilhões de células que ainda há no meu corpo, que está empinadinho, bem aprumado e tonificado.
Há tempo idealizo meu afastamento do rádio para me dedicar num projeto de escrever um livro – SENTINDO O CHEIRO DA PERPÉTUA – ou até mesmo produzir e apresentar o podcast DO TUDÃO, direto de minha casa.
Não tenho a pretensão de dizer que a minha geração foi a melhor, e que à de hoje não tem nada de bom. Tem ótimos valores e a tecnologia avançadíssima que permite que se trabalhe de casa.
Então, quero esquecer “o que se foi” e focar no futuro de uma “sementinha” que Deus me deu e que fez mudar o rumo de vida que eu levava: mundana.
Quanto mais sonho em largar o rádio, mais o meu universo conspira contra esta sensação emotiva.
“Zé, o SHOW DE BOLA não é exemplo, é ideia, Alexandre Miranda, funcionário da Caixa Econômica Federal – CEF.
Patrão Carlos Santos, o dono do trono do Grupo Marajoara de Comunicação, da qual sou funcionários há 13 anos, revelou que o “José Maria é imbatível e diferente”.
“Tu vais te arrepender”, sustenta a minha deliciosa parceira, mãe do Matheus, dona Elô.
Penso em ficar em casa coçando o saco e me viciar em jogo do bicho, jogo da “meladinha” ou me entregar a Jesus e ir à igreja levando os dez por cento do meu salário (aposentado como professor) para o “camelô da fé”.
Com o SHOW DE BOLA DALEPIX tenho ocupação mental quanto a produção e a apresentação, aos domingos, das 12 às 13h, na rádio e TV Marajoara.
Quanto mais penso em ficar de flozô, mais DEUS me apronta: numa pesquisa de rádio AM, em Belém, no dia 9/2, no horário das 12 às 13, o SHOW DE BOLA atinge o índice de audiência de 91,04%; das 13h às 14h, 91,90%, e das 14h às 15h, 97,05%, numa média de 93.33% de “moral”.
Às lágrimas de Almir Barra, no DEDO DE PROSA do dia 9, e o choro de Zeca Pirão, no do dia 16, não foram à toa: atravessou o Atlântico. Foi mundial graças o dom da internet, que tornou o rádio mais instantâneo e ao vivo através das imagens do YouTube.
Nada do que fiz e faço como jornalista esportivo diplomado e radialista atuante foi sozinho: encontrei cérebros que me ajudaram a ser o que sou nesta terra (Belém), que me deu régua e compasso, e, principalmente, os donos das empresas de comunicação por onde passei e estou: Jader Barbalho (Diário do Pará e Rádio Clube), os irmãos Rômulo e Ronaldo Maiorana (Rádio Liberal) e o meu patrão Carlos Santos e o jovem Leandrinho, olhos, do “pinga, mas não seca”, na Rádio Marajoara.
Meus sonhos sempre passaram por pessoas bondosas e que gostaram (e que gostam) do jeito que sou, daí a minha realidade.
Carlos Santos e Leandrinho, antes de tudo fé, esperança e amor, depois de tudo, GRATIDÃO, por ser um “grãozinho” da Rádio Marajoara.
É o que há!
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