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AMOR E CARIDADE

Gosto de curtir silêncio e solidão.
Mesmo sem usar “uatizap”, converso com Deus, o meu que é rico, poderoso e festeiro.
O Deus de Abraão, de Moises, de Davi, de Jó, que nunca, nos piores momentos, lhes faltou.
No atual momento, atravesso um “deserto” que não consigo visualizar uma vereda, que me permita arrumar meu pensamento, que está voltado para Macapá, onde minha mãezinha está entre a vida e a morte.
E, como se não bastasse a “longa travessia”, meu velho corpo me aplica uma surpresa: minha urina está avermelhada.
Corro para o hospital da Beneficência Portuguesa e passo parte desta segunda-feira, 21, sendo examinado, e voltarei na terça-feira, 22, tudo ensejado pela benevolência do Dr. Raimundo Eder, diretor técnico da casa de saúde, e do funcionário Demis Magno, que facilitou o meu corre-corre pelos corredores do melhor hospital da Amazônia.
Ao deixar o “São João de Deus”, aciono o meu “amante” e ele me informa, através das redes sociais, que o Papa Francisco morreu.
Rapidamente, veio-me a expressão que li no “ESPERANÇA”: “O caráter de Deus é o AMOR, e a sua identidade é a CARIDADA”.
Caridade que, através de palavras, tenho recebido, neste momento de sofrimento crucial da minha vida.
“Se precisar, fala”.
“Deus costuma usar a solidão e o silêncio para nos ensinar”.
“O ser humano oscila entre o fatal dilema da perda e do ganho. Zé, sua mãe acreditou, confiou em você, e você veio para Belém e venceu. Honrou sua mãe. Ela viu sua luta: viveu, chorou, riu e teve orgulho de te ver vencer como homem profissional. Você saberá viver, transcender e vencer mais este deserto, e vai maia uma vez vencer, o que é vencer aos olhos do seu filho mais novo”.
“Ó Deus, tenha misericórdia”.
Estou tristinho por não ter ânimo para curtir minha verdadeira religião: pensar futebol, falar e escrever.
“Obrigadinho”, Dr. Raimundo Eder, Zezinho Alírio, Demis Magno(foto), Fred Carvalho, Roger Aguilera, Maurício Ettinger, Aderbal Ribeiro, Jonas Pinheiro, Sandoval Cavalcante e a todos pelas mensagens de áudio.
É o que há!
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