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PERFEIÇÃO X IMPERFEIÇÃO

Não existe uma única pessoa perfeita no mundo.
E, por assim dizer, às instituições, porque estas são dominadas pelos seres humanos.
RE-PA, o clássico futebolístico mais jogado no mundo da bola, a imperfeição está nos números apresentados pelo historiador Ferreira da Costa (775) e o professor e estatístico Orlando Ruffeil (770).
Por corporativismo, a imprensa paraense dá crédito para o Ferreira da Costa, que apresenta falhas no seu levantamento, e desconhece o labor do historiador-estatístico azulino, Ruffeil, que isenta da sua relação RE-PAs em que a expressão inglesa W.O. (Without an Oponente- em tradução livre “sem oponente”) se fez presente em cinco jogos.
“Não considero porque não houve jogo, a materialidade da estatística é o fato”, diz Orlando Ruffeil.
Desde que comecei a divulgar o trabalho do professor e estatístico Orlando Ruffeil, Ferreira da Costa me olhar atravessado e quando nos encontramos em eventos, ele me evita.
Como ele não me deve nada e nem eu pra ele, uma vírgula continua nos separando.
Time bicolor ganhou a Grão Pará e a Copa Verde, este ano, mas está melado de “graxa” na B.
Remo começou mal a temporada. Contratou ótimos jogadores e não à toa é o segundo de cima pra baixo na B.
Técnico e tático, o Remo voa dentro de campo: tem defesa sólida, meio-campo criativo e ataque ofeinsivo.
Paysandu tem jogadores “pomadas”; o técnico Luizinho Lopes reconhece que não conseguiu organizar taticamente o time alviceleste.
Neste RE-PA, que começa a decidir o PARADÃO, a perfeição com que o técnico Daniel Paulista tem decomposto os adversários tem feito a diferença, enquanto que do outro lado da avenida, a imperfeição bicolor está na qualidade técnica do elenco e na falta de ousadia do “professor”.
Vejo o Remo com muita moral, mas o Paysandu poderá se sobrepor se entrar em campo com o emocional evoluído, principalmente se fazer valer a máxima de que “futebol é pegada”.
É o que há!
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