Uncategorized
CATADOR DE LATINHAS

“A língua fala e o “brioco” paga” é um velho dito popular.
No início da temporada quando o Remo, com um time horrível, foi desclassificado da Copa Brasil e da Copa Verde, falei que o “Leão estava comendo rato e tomando água de esgoto”.
Sérgio Papellin, o executivo, sofreu mais que sovaco de aleijado e, num instante de indignação, no Mangueirão, mandou o “Tânia Pimbinha”, da Rádio Clube, pra bem longe.
Diretoria azulina agiu rápido e contratou técnico e jogadores competentes, e, hoje, o time está em ascensão, e vibro, sim, para que o Leão Azul continue entre os líderes da B.
Com time sofrível, Paysandu está todo melado de “graxa”, sem ter ainda ganhado de ninguém.
O meu sofrimento é oculto, porque nunca neguei meu amor pelo “Lobo”. Em 45 anos nesta terra não mijei pra trás. Nunca pensei negar meu amor pelo Clube que deu – e continuará dando – às maiores glórias para o futebol da Amazônia.
Perdão pela audácia: um outro, dificilmente, chegará à Federação Internacional de História e Estatística do Futebol. O PSC faz parte desta entidade, como o único da Amazônia.
Se pelo PSC tenho amor (nunca paixão, porque esta é infernal, e o amor é divinal), pelo CR tenho gratidão.
Nos momentos difíceis da minha vida, nunca imaginei ser Paulo “castigado” ou Dinho “carabao”, que choravam pelo Paysandu e Remo e hoje esqueceram seus amores lá atrás. Não sei como esses covardes olham para as mulheres e filhos.
Brincalhonamente, aonde passo sou tratado de “mucurento catador de latinhas”.
Na minha comunidade, a rapaziada que me dá “moral”, no rádio, TV e “condomínios” digitais, indagam se o Paysandu cai.
“Paysandu não cairá. Roger Aguilera tem a alma de “Phileas Fogg”, personagem principal de “A volta ao Mundo em 80 Dias”, de Júlio Verne, de sangue-frio e exatidão, ou de “Dom Quixote”, o amor pelo ideal bicolor”. É o que penso!
Na minha caminhada vesperal, pelas vielas da minha comunidade, ao passar por um grupo de “travinheiros”, um deles gritou: “Mucurento, o Paysandu está catando latinha!!!”
Parei. Olhei pra trás. Falei: “O Paysandu não cairá!”
Prossegui minha caminhada, intuindo que ouvirei a voz da razão, e certo de que a vitória sorrirá para os corajosos bicolores.
É o que há!
![]()
