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ABISSALIDADE

Um time de futebol ruim é ‘veneno’ que abate qualquer torcedor por mais ardoroso que seja pelo seu time.
Time excelente é êxtase para a alma de quem vibra com as sucessivas vitórias do seu clube.
Como a verdade fica mais bonita quando despida (ou seja, nua, segundo Schopenhauer), nestes tempos ando pensando nas condições abissais verdadeiras entre Clube do Remo, cheirando a cabeça da tabela, e o Paysandu todo melado de “graxa”.
CR esnoba com time de ponta; na executiva do Clube a marca registrada de um Marcos Brás, ex-Flamengo, que não pede pra fazer, faz.
Contrata jogadores com salários “misteriosos”, mas que a “pacoteira” do “cardeal Mazarino” fala alto e não tem limites.
O projeto está engendrado para o CR ser elite do futebol brasileiro, em 2026. E se assim continuar, será!
Nesta “janela”, Remo contratou kayky Almeida (zagueiro), Freitas (meia), Davó e Marrony (atacantes), nos bastidores, o português Antônio Oliveira, 42 anos, é o preferido do “baludo” azulino.
Contra os bons costumes do futebol, Paysandu está “comendo rato e tomando água de esgoto” e se não houver ação generosa dos abnegados, o time poderá sofrer sequências desastrosas, manchando sua bela história no futebol brasileiro.
“Paysandu vive dos seus próprios recursos e da ajuda de muita gente”, disse Roger Aguilera, não tendo “eminências pardas” que banquem o time.
Contratou Claudinei Oliveira pra ser o técnico, e, nesta semana, fechou com Thiago Heleno (zagueiro), Wendel e Denner (meias-atacantes), Peterson e Maurício Garcez (atacante) com salários permitidos pelo caixa do Clube.
Remo vive hoje o que desfrutou o Paysandu no início da década 2000 com Artur Tourinho ganhando títulos e colocando o Paysandu na Libertadores da América, mas, financeiramente, foi uma desgraça para o Clube, que até hoje tem dívida daquela época por não pagar aluguel do Mangueirão, com o processo estando “alojado” em um dos escaninhos da Procuradoria Geral do Estado do Pará.
O mal do Tourinho foi misturar Clube-política-família. E por isso ele me chama de “bandido”. No entanto, tenho história pra contar como velho jornalista esportivo nesta terra.
Penso e escrevo com profundidade o que sei deste futebol paraense , que, infelizmente, vive sob arquibancadas querendo ser o que não é e não pensa ter estrutura para se ombrear às “locomotivas” do futebol brasileiro.
É o que há!
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