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“EM 3 DIAS NÃO SE CONSTRÓI NADA”

Conheço a extensão do espaço que ocupo numa coletiva de imprensa com personagem do nosso futebol.
Havia 50 anos vivendo neste mundo “misterioso” que é o futebol, sei que, assim como eu me preparo para perguntar, há quem se prepare para não encarar minhas inquietações.
Fui ao Baenão, no final da manhã de sexta-feira, 20, para a coletiva com o técnico Antônio Oliveira, com 3 perguntas engatilhadas para o “professor” português, que começou a trabalhar o time leonino na quarta-feira, 18.
“Uma pergunta para cada repórter e somente o técnico responderá”, ordenou a jornalista da assessoria de imprensa do Remo, Samara Miranda.
Além do comandante do elenco azulino, o presidente Antônio Carlos Teixeira, e o executivo Marcos Braz completavam a bancada.
– Técnico, tático, físico e emocional são os pilares de um time de futebol, em três dias de treino o que você acrescentou de novo no competitivo elenco remista – indaguei.
Primeiramente, a ironia do senhor Antônio Oliveira foi estampada num sorriso, porque, com certeza, não esperava pela pergunta com certa dose de picância, mas, perfeitamente, pertinente.
– No futebol não há tempo pra perder tempo. Taticamente, em 3 dias não se constrói nada, mas conheço as características de cada jogador. Espero deles o compromisso, a atitude e a entrega para voltar a vencer”.
Além da pegada, o futebol também precisa do olhar atento dos técnicos para os “detalhes” de um jogo como o RE-PA deste sábado, 21, no Mangueirão.
Técnico e tático, penso que o Remo tem melhor repertório, mas o Paysandu tem um “professor” que conhece o poder de fogo do losango azulino: Pavani, no meio; Pedro Rocha, pela direita; Janderson entrando pela esquerda, e Vizeu ou Adilson centralizado.
É o que há!
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