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QUEBRANDO MUROS

Com a vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo-RJ, Palmeiras é o oitavo clube do mundo.
Textor, o “baludo” americano, dono da SAF do Botafogo, desmontou o time carioca ao vender as duas melhores peças do elenco: o argentino Almada, que jogava com a 10, e o atacante Luis Henrique, atuava pela direita.
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, não tem que mostrar para mais ninguém que ele é intuitivo, porque num jogo, ele faz o que ninguém intui, aliás, o que ninguém espera, ele vai e faz.
A substituição de Estevam por Paulinho, aos 15 minutos do segundo tempo, em mim causou espanto, porque via no imberbe jogador palmeirense jogo intensivo e levando perigo à zaga botafoguense.
Pela direita, Paulinho penetra em diagonal, buscando espaço de frente para concluir com perfeição o gol que levou o verdão às quartas de final do Mundial de Clubes da Fifa.
Deu sorte: na trajetória a bola resvala num jogador e passa entre as pernas de outro zagueiro, deslocando o goleiro Jhon, o melhor em campo.
Abel laçou o boi? Escreveu certo por linhas tortas? O que ele viu que eu e não vi? E você que me dá moral, o que viu de diferente para que Abel mudasse Estevam por Paulinho? que só fez o gol e saiu sentindo contusão na perna direita.
Na coletiva, Abel disse que “antes trabalhava para ser perfeito, mas vi que mesmo os que são melhores ganham e perdem. Eu não vou ser diferente”.
Quando vejo Abel de cócoras, à beira do gramado, penso que ele está em busca do equilíbrio da sua equipe, e geralmente quando raciocina, derruba muros.
A ideia que me passa é que o técnico palmeirense busca incessantemente a excelência no futebol, e, assim sendo, é ligadíssimo em Aristóteles: “Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.
É o que há!
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