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ÁRVORES

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Muita gente se sentiu incomodada com Roger Aguilera assumindo o trono bicolor.

Inicialmente, o jovem empresário teve o “não” da família, por saber do “rolo” que o Clube estava “enrolado” em dívidas que beiravam os R$ 15 mi, mas teimou, birrou e ganhou a eleição, folgadamente.

“Para se obter vitórias na vida, às vezes é necessário se pisar em caminhos que até os anjos se recusam a pisar”, referendou o consagradíssimo religioso Desmond Tutu, e o Roger teimou em pisar, por acreditar na capacidade de vencer obstáculos.

A temporada começou muito bem para os lados da Curuzu: Campeão da Grão Pará e Copa Verde. Depois, derrotas!

E haja pedradas! Pelo amor que carrego em mim pelo Paysandu, as “pedradas” moqueavam meu velho corpo de 75 anos de vida. 

Penso: “Eu não lhe avisei, meu filho”, mas a “sementinha” pensando no avô, que foi presidente do Clube, intuiu a responsabilidade, carregando em si a “fé bíblica que remove montanhas”.

Sempre foi assim: nos momentos de incertezas do Clube que deu às maiores glórias para o futebol da Amazônia surgem os “potosís” alvicelestes, que eu os tratos de “baludos” e estenderam às mãos ao presidente Roger Aguilera.

Em maio chega na Curuzu Carlos Frontini, executivo de fala mansa, exalador de paz e de olhar atento ao mundo da bola.

Claudinei Oliveira, o técnico bolero; Garcez, o motorzinho, chegaram e fazem a diferença, porque o “dedo” de Claudinei apontou para os posicionamentos dos atletas em campo: 3 vitórias consecutivas e a imprensa brasileira se volta para o time que estava todo melado de “graxa”, que continua “lambuzado”, mas aos poucos banha-se com sabão de coco. 

Começou a consagração do que sacramentou o “venenoso” Eliércio Santino: “O Paysandu é o Clube das causas impossíveis”. Sempre foi assim.

Paysandu sofre, mas nunca ficou ao deus-dará, porque está escrito nas tábuas do destino, que o Lobo reencontrará o caminho de uma imensa vereda, que o levará às vitórias.

As ótimas árvores são conhecidas pelos seus ótimos frutos, e estas têm nomes: Roger Aguilera, Carlos Frontini e Claudinei Oliveira.

É o que há!

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