Uncategorized
EU, BICHO DO MATO

Talvez eu esteja cometendo uma terrível heresia por reprovar a praga do exibicionismo e em tudo viver ligado em redes sociais.
Certa vez, nos corredores da Rádio Marajoara, Silvinho Santos me convida pra uma “selfie”, disse não gostar da moda.
“Tu és bicho do mato”, respondeu-me o filho do patrão Carlos Santos. Aceitei a pecha!
Francamente, neste mundo de ostentação, a minha indiferença é o meu maior desafio, porque foge dos meus princípios acionar meu “amante” cedinho do dia e disparar mensagens para deus e o mundo.
O que não desejo para mim, não devo querer para os outros (princípio universal de ética), pois não sou parapeito de nonsenses ou miasmas on-line logo ao amanhecer do dia.
Com postagens diárias, mantenho blogue, “eksis” e “Feice”, mas minha consciência não permite que eu dispare links dos meus “condomínios digitais” para que “mileiam”.
Em Belém há colunista de jornal de papel que escreve (desconfio se é ele quem redige) e dispara link para o meu “amante”, que, no ato, apaga, e estou para bloqueá-lo por não gostar do estilo dele e dos temas de navegação que aborda. Não tem nada a ver comigo. Então, seria bom que não me deixasse iracundo.
Instantaneamente, meu “amante” apaga às mensagens, e assim sendo, algumas pessoas que me conhecem não mais falam comigo porque, simplesmente, não concordo com os seus comportamentos incomodativos.
O importante para este velho de 75 anos é não ter razão, mas ser feliz com as minhas imperfeições (ou mal-educado) e, vez por outra, está perto de quem não compartilha das minhas convicções.
Deu pra entender? Todo dia algumas pessoas disparam mensagens on-line sem perceber: é vício desgraçado!
“Tenha fé na sua mente inconsciente e se dê um tempo”, porque este velho é bicho do mato, é cachorro velho sem dente, mas não sei passar manteiga em nariz de gato.
É o que há!
![]()
