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COMENTARISTA ESPORTIVO

Vez por outra surge na tela do meu “amante” vídeo do ex-jogador de futebol Edilson Capetinha dizendo na lata de um jornalista: “Você nunca foi jogador e tá falando de futebol”.
Brasil afora, atualmente, rádio e TV contratam os ex-jogadores (principalmente quem foi astro) para serem seus comentaristas das partidas de futebol.
Caio Ribeiro me dá prazer em ouvi-lo. Destaca-se dos outros por ser inteligente. Penso.
Quando encarei microfone de rádio, em Macapá, na Rádio Educadora “São José”, em 1972, havia vários comentaristas, mas um agradou meus ouvidos: João Silva. Foi meio-campista do time dos padres da Prelazia de Macapá.
1978, chego em Belém. Grimoaldo Soares, na Liberal; na Clube, Edir Proença; Carlos Castilho na Rádio Marajoara eram os bambans.
1980: nasce a equipe de esportes da Rádio Guajará, com o slogan: “Tradição já era: Guajará, a emissora da galera!” comandada pelo José Maria Simões, Um Senhor Comentarista, comandando eu, Guilherme Guerreio, Nonato Santos, Gandur Zaire Filho e outros nomes que não me vem à memória.
Já se vão 45 anos, e aos meus ouvidos ainda não surgiu, nesta terra, quem comentasse uma partida de futebol igual ao José Maria Simões. Ele foi atleta de basquetebol. Via o que eu não via. Ao lado de Jaime Bastos, foi um dos meus gurus.
Paulo Cecim, Professor Cláudio (àquele morreu, este está vivo), da nova geração, fizeram a diferença. Por não aceitar a trabalhar de graça ou angariar comercial e ter que dividir com os “garotinhos” da vida, professor Cláudio está fora do rádio e da TV.
No rádio e na TV, atualmente, há os que tudo “acham” num jogo de futebol e acabam não explicando para os ouvintes ou telespectadores as “filigranas”, da partida.
Sou de uma geração que vi Paulo Amaral, César Moraes, Jouber Meira, Miguel Cecim, Paulinho de Almeida, Pepe, Givanildo Oliveira comandarem treinos, e sabíamos, no jogo, o que os jogadores deveriam executar. Os cobradores de falta. Como cobrariam as faltas. As penalidades. Nós assistíamos aos coletivos. Então, não tinha como fazer perguntas vagabundas do tipo: “Faça uma análise como o seu time jogou?” Ou: “Explique como o seu time jogou?”
Verdadeiramente, há os ex-jogadores que falam corretamente e não inventam; sabem o que dizem, mas há quem tenha conhecimento do tema, mas não sabe expor, porque não tem o vernáculo na ponta da língua, e haja copiar a linguagem dos outros: “jogada aguda”, “pisar na área”, “avalanche”, “terço”, “jogadaça”.
Com todo respeito, a gente tem que aguentar gostosinhas narrando e comentando futebol. Há às que têm futuro! … Pira paz!
Entre ex-jogador e jornalista esportivo, quem comenta melhor?
Domingo, 13, o SHOW DE BOLA DALEPIX abordará o tema com o ex-jogador de futebol, comentarista de TV que foi, e hoje técnico de futebol do Tocantinópolis-TO, Júnior Amorim.
É o que há!
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