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O TEMPO

“Guardiola Confidencial” é uma obra completa sobre futebol. Li e tenho na minha estante.
“Futebol é incerteza e acaso, incidente e acidente”, está na página 72. Na 404: “O caminho do futebol sempre volta a começar, porque não tem final. O futebol tem muitas finais, mas nunca um ponto final”.
No final da obra, Guardiola relata o seu encontro com o eterno campeão mundial de xadrez Garry kasparov, e este, num momento de lucidez, diz para Guardiola: “Quando ganhei meu segundo campeonato mundial em 1986, já sabia muito bem quem me derrotaria”. “Quem?”, perguntou Guardiola. “O tempo, Pep, o tempo”.
Em tempo de Copa do Mundo de Clubes, Renato Gaúcho se tornou o melhor técnico, mas em pouco tempo o seu time, o Fluminense, correu atrás da bola, e o Chelsea tocou, triangulou e fez 2 a 0, gols com a marca do talento de quem “nasceu” em Xerém, berço do Fluminense: João Pedro. “Ironia do destino”, que o pessoal da “latinha” prefere a “lei do ex”.
Antes do jogo Chelsea 2 a 0 Fluminense, num programa de TV, Renato Gaúcho ao ser indagado sobre a tática que empregaria contra o time inglês, falou nas “latas” dos jornalistas: “Eu não tenho que falar de tática de futebol com jornalistas. Será que todos os jornalistas entendem de tática?”.
Falo por mim: A principal ferramenta de um jornalista é a informação. O fato. Quando os treinos dos clubes eram abertos aos repórteres, nós tínhamos condições de falar sobre como jogariam, aqui em Belém, CR, PSC e TLB diante dos seus adversários. De cor e salteado sabíamos o time que entraria em campo e abastecíamos de informações os comentaristas. Sabíamos das substituições, porque eram processadas durante os coletivos.
O tempo mudou. Mudou a forma de trabalhar dos clubes e os técnicos se tornaram herméticos sobre a forma de jogar dos seus times. Não darão “luz” ao adversário. Certo!
Atualmente, é durante a partida que se faz a leitura de como os técnicos aplicam suas didáticas. Para muitos “papagaios” essa leitura é ininteligível. E haja “achismo”.
“Explique, mister, como jogou o seu time?” “Pau de sebo”, na opinião de Wanderley Luxemburgo.
Com dinamismo, o Chelsea entrou em campo com a mentalidade vencedora, aliada ao talento dos seus jogadores.
O tempo é mutável!
É o que há!
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