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“MUCURENTO” CHORÃO

Pra iniciar estes escritos, conversei com o psicólogo Jairo de Vasconcelos, que trabalhou no Baenão.
Consultei-o porque quando vejo o Paysandu jogar e perder, sinto vontade de chorar.
“Todos os dias perdemos neurônios, principalmente nesta idade”, disse-me Dr. Jairo. (75 anos, é o meu caso).
Quando com 30, 40, 50 anos, pensava que ninguém me parava: tomando todas e desfrutando de um parrudo “xaro” (bolado na coxa) pra fazer o que eu fazia nos campos de futebol: ninguém me parava!
O tempo passa. Ele é tão desgraçado que me deixa consciente que estou perdendo pra ele, porque fico sem vontade de ver TV, ouvir rádio e até de escrever, principalmente quando intuo no futebol paraense: Águia e Tuna estão de “férias”. Jogando sem convencer, Remo está confortável; mas o meu Paysandu, ao que parece, não tem final este meu sofrimento “desgraçado”.
O futebol paraense sucumbe em mãos de ladinos, corrupto psicopata que não reconhece erros e só pensa no seu bem-estar ao lado dos “camafeus” e “Zés da Boquinha”; às “eminências pardas” que têm assessores até pra vigiar a porta do “WC” quando vai cagar.
Rossi sem tônus muscular. Eu avisei. Felipe Vizeu veio bafejado pelo nome que tem; e por qual motivo Kadu não ficou no Baenão? Quem ganhou dinheiro com a transferência para o Botafogo-RJ do jovem lateral-direito oriundo da base azulina?
Minha paixão se exacerba quando ouço gente lá das quintas dos infernos criticar Roger Aguilera sem conhecer a história, a afinidade da família Aguilera dentro da instituição PSC.
É aceitável a crítica da imprensa pelo momento que vive o Clube? É! A revolta do torcedor é pertinente, mas alguns atiram pedras na diretoria sem antes olharem no espelho, e se indagarem: “Tenho eu, espelho, moral pra criticar a diretoria se me chamaram de “ladrão” e comprei igapó pro meu clube?”
Por essas e outras que penso na letra de Lula Queiroga: “Deixa que eu chuto/Deixa o último minuto da história pra mim.” Que o “senhor tempo” me dê esta oportunidade.
Pensando no texto, Minha vontade de chorar passou e me reconforta pensar que ainda tenho um “tiquito” de carga de neurônios pra continuar produzindo pra viver, consumindo pra não morrer e escrevendo o que penso, e por isso agradeço a Deus, que é rico, poderoso e festeiro.
É o que há!
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