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PORQUE, POR QUE, PORQUÊ E POR QUÊ

“Paysandu perdeu o rumo”, expressão que ouvi cedo no lava a jato.
Em um ano, Paysandu teve 3 comissões técnicas, começando com Márcio Fernandes, Luizinho Lopes e Claudinei Oliveira, que foi dispensado após derrota para o Volta Redonda, e a diretoria busca o 4º “professor” e comissão técnica.
A diretoria bicolor não expõe suas imperfeições, que começou lá atrás quando a diretoria comandada pelo presidente Maurício Ettinger pagou o que tinha e o que não tinha para jogadores, a título de “bicho” por vitórias, e, a peso de “pacoteiras”, se manteve na B.
Comprometeu às finanças do Clube: o interessante era passar o bastão na B.
Sem apontar o dedo na cara de ninguém, mostro neste texto claro e fluente o “por que”, o “porque”, “porquê” e o “por quê” desse “deserto” pelo qual passa o PSC sem a certeza de visualizar uma vereda.
O nosso futebol ainda não aprendeu a conhecer os seus próprios limites e entrega-se aos “forasteiros” que olham para as nossas “locomotivas” como àquelas poderosas máquinas que transportam nossas riquezas pra fora do Estado do Pará. E, ao final de tudo, ficará só o buraco, como que aconteceu na mina de manganês, em Serra do Návio, no Amapá, que a ICOMI – Industria de Comercio de Mineiro – explorou por 50 anos e que, hoje, só existe lagoas azuis, legado da atividade mineradora e a cidade bem planejada pelos americanos.
A codependência do nosso futebol faz a felicidade de executivos, que ganham dinheiro trazendo “refugos” pra cá e fazendo o infortúnio do Clube (que não tem estrutura) e a tristeza do apaixonado torcedor, que a expressão por si só já diz o que é “sofrer”.
Matematicamente, nada está perdido, mas a grande maioria pensa que o “Paysandu já caiu”, porque vê um time “inchado” sem qualidade técnica, com jogadores que não sabem que ter domínio da bola e correr de cabeça empinada são fatores essenciais para o exercício da profissão.
São realidades que vejo!
Eles tomam conta do time, dos problemas do elenco, decidem pelos presidentes (como está acontecendo no Remo). Esses dependentes não nos pertencem porque não há amor: há interesses financeiros.
É o que há!
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