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IMPERFEITO, MAS INTEIRO

Inobstante a minha imperfeição, arvoro dizer que não quero ter razão, quero ser feliz.
Todo relacionamento exige constantes ajustes.
“Por mais perfeitos que sejam, pedirão, volta e meia, uma atualização dos acordos, dos projetos, dos olhares. Aliás, sejamos sinceros, considerando que relacionamentos são compostos por pessoas e, como tal, imperfeitas, não há possibilidade de perfeição em uma relação”, busquei na minha estante a consagrada psicanalista e escritora Elisama Santos.
Não faço jornalismo esportivo embasado em estatística, embora reconheça que ela é uma aliada da grande maioria dos confrades, mas quando preciso efetivar tema em cima de números, procuro o matemático paraense, comentarista esportivo de ótima cepa, professor Cláudio Oliveira.
“Matematicamente, o Paysandu não está rebaixado. O mais importante para o time bicolor é uma vitória contra o América-MG. Na minha concepção, dos 14 jogos que restam, o Paysandu tem que vencer oito jogos. Pra sair da zona, tem que vencer 3 jogos e um empate e torcer que os adversários não pontuem. Agora, a coisa piora se perder para o “Coelho”, pontua Cláudio Oliveira.
Diretoria bicolor luta pra fazer sobreviver o time na série B, do Campeonato Brasileiro, mas, reconheço, que é prisioneira dos próprios erros, contratando “carrada” de jogadores e a quarta comissão técnica neste ano.
Embora algumas pessoas foram contraria a contratação do Márcio Fernandes, penso que foi um ato de gratidão da diretoria para com o técnico que conhece o Clube e ano passado salvou o time do rebaixamento.
Para Márcio, time alviceleste tem qualidade e escalará quem for merecedor da posição.
Para quem assistiu ao primeiro treino comandado pelo Márcio Fernandes, à tarde de terça-feira, 9, na Curuzu, viu-se que o time treinou com alegria e deixou de correr atrás da bola, preferindo o toque rápido.
Todos os meus amigos estão desanimados com o time bicolor, inclusive, o “venenoso” manda me dizer que seu “coração está sangrando”.
Apesar “deu” enfrentar críticas por acreditar que nada está perdido, continuarei me espelhando na personagem “Hókai”, de “O último dos Moicanos”, que enfrentou constantes confrontos, lutou pra sobreviver, mas venceu.
Papai e mamãe me ensinaram a ter coragem, de encarar perigo, de assumir meus ideais, de acolher e defender amigos que cativei nesta longa estrada da vida.
É o que há!
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