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“BOLA DE NEVE”

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Desde 1980, ano que comecei minhas atividades em TV, rádio e jornal, que ouço a mesma conversa: “O presidente eleito recebeu o clube com dívidas, mas ao deixar a instituição deixa com contas a pagar”.

“O Paysandu atravessa esta crise e os ‘urubus’ se aproveitam para tentar destruir imagens de quem fez muito pelo Clube: minha administração pagou Hélio dos Anjos, Bruno Veiga, dívida da Lobo (antecipação de cartão), Arinelson, BWA, Antônio Louro. Perdi a conta, Zé Maria, mas, conversando e acertando, pagamos, e é claro que outras ficaram pendentes”, pontuou o ex-presidente Maurício Ettinger.

Rabo quem se meteu foi o Luís Omar, em 2008, quando assumiu o PSC: “Além dos jogadores, que a dívida ultrapassava mais de R$ 2 mi, o Almir Lemos cobrava e levou R$ 380 mil; a empresa que vendia passagens para o PSC (no tempo da Libertadores) cobrava na justiça R$ 780 mi, e o juiz ‘canetou’ bloqueando os R$ 100 mil de patrocínio da Yamada. Contei com ajuda de muita gente, inclusive do Raul Aguilera”, afirmou Luís Omar Pinheiro, que no início da noite de terça-feira foi ter com o presidente Roger Aguilera, na Curuzu.

Ainda do tempo que o PSC participou da Libertadores da América, o time jogava no Mangueirão e a diretoria da época não pagava o aluguel do próprio estadual.

O “Zé da Boquinha”, diz-que torcedor do Paysandu, ao chegar na SEEL – Secretaria de Esporte e Lazer – “desencava” o processo que cobra do Paysandu aproximadamente R$ 800 mil reais de arrendamento do Mangueirão e manda para a Procuradoria Geral do Estado, e lá está engavetado em um dos escaninhos, mas um dia a “bomba” estoura.

O tambor que bate na Curuzu ressoa do outro lado da avenida, com uma dívida, com um ex-diretor, que começou com R$ 200 mil emprestado, no tempo de Sérgio Cabeça, para pagamento através do patrocínio da Yamada.

Pasmem: quando a ordem de pagamento bateu na mesa da diretora financeira da “Yayá”, a resposta foi direta: “O Clube já recebeu. Houve pedido de adiantamento”. O “Arigó” cheirou na “vara do batista”, mas bateu à porta da justiça.

O processo está engavetada numa das Varas Cíveis da justiça paraense desde 2012, e o advogado bateu no Conselho Nacional de Justiça, mas o mesmo continua “dormindo”, e hoje avaliado em mais de R$ 2 mi.

Sonhamos com série A; devemos Deus e o mundo; continuamos morando sob arquibancadas, e o “mordedor de virilha” se dando bem nas paradas.

É o que há!

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