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ENGOLINDO SAPO

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Na sala de espera, do 3º piso, do bloco C, da Beneficência Portuguesa, cedo, “engoli sapo”.

Se a primeira coisa que você fizer todas      às manhãs for comer um sapo vivo, você poderá seguir o dia com a satisfação de saber que provavelmente nada será pior do que aquilo”, dizia o escritor norte-americano Mark Twain.

– Fala Zeca, puxa-saco dos Couceiros e dos Aguileras!

Rapidamente, saí da minha zona de conforto (sentado numa bonachona poltrona, à espera de ser chamado) e percebi que o meu interlocutor estava querendo papo por ser meu ouvinte e telespectador do SHOW DE BOLA.

Após se identificar (indaguei seu nome), “seu” Osvaldo, 73 anos, andando apoiado numa bengala, Paysandu até a medula, pediu permissão pra sentar ao meu lado e eu me ajeitei e permitir que o meu “agressor” sentisse o meu cheiro e eu o dele.

Respeitei a idade e a condição física de um bicolor amargurado com o drama que vive o time alviceleste.

– Zeca, nesta guerra do Fred Carvalho, tu te posicionaste contra. Não está na hora de aparecer gente nova para comandar o Paysandu? – indagou-me.

– “Seu” Osvaldo, primeiro agradeço pela moral que o senhor me dá, mas não posso ir de encontro aos meus princípios criticando quem muito fez pelo Paysandu, porque reconheço os erros deles, mas estes são mínimos diante do muito que já fizeram pela instituição bicolor. O Roger reconheceu que este modelo de gestão é ultrapassado, e que precisa mudar, mas não vejo uma oposição inteligente e capacitada para assumir o trono bicolor, então não levanto a bola, pois mudar por mudar como aconteceu com Sérgio Serra, a maior decepção.

Concluí – Paysandu na C não desaparecerá, “seu” Osvaldo, e não é o primeiro e não será o último, o clube precisa de união, de mutirão (no sentido de mãos dadas) para continuar sendo o das maiores glórias na Amazônia.

Dr. Kelvy Salorran me chama.

Peço licença, mas o meu “sapo” sacramenta: “O CT tá saindo!”

Finalizo: “Pra se ter o que nunca teve”, “seu” Osvaldo, “necessário se faz fazer o que nunca fez”. Maurício Ettinger, Aguileras, Couceiros, André Tavares, políticos, “baludos”, e os torcedores fiéis, estão fazendo o futuro do Paysandu.

É o que há!

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