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HOMEM ENDINHEIRADO É OUTRO HOMEM, Ô PACÓVIO DE PAI E MÃE

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“Que jornalismo é este?”, cutucada de um imbecil no @Tudao­­­­­_Tudinho.

Na batalha da opinião jornalística contra às asneiras que se lê e se ouve nas redes sociais, sou de uma época que vi coisas do “arco da velha” em CR e PSC e prefiro silenciar e, vez por outra, sapeco nos meus “condomínios digitais” usando a linguagem metafórica, como à “homem endinheirado é outro homem”, e que, infelizmente, os pacóvios não alcançam à linguagem.

Sou de um tempo que vi o deputado federal Manoel Ribeiro chegar no Baenão com uma pasta “Presidente” “teitei” de dinheiro e dizia para o Jurandir Bonifácio: “Avisa o Dahas que eu vou pagar jogadores, comissão técnica e funcionários”. Era “papel”.

Este mesmo Manoel Ribeiro tirou o Bira da Curuzu com uma “pacoteira” de 5 mil cruzeiros.

Sou de um tempo que vi Raimundo Ribeiro espalhar sobre sua mesa 200 mil cruzeiros para tirar o Dema da Tuna, porque o Paysandu entrara na “parada”. Ganhou o endinheirado Raimundão.

Sou de um tempo que vi Zeca Pirão se levantar da cadeira e ir ao banco pagar condenação judicial contra o Remo no valor de 250 mil reais.

Zeca Pirão comprou terreno, pelo lado das Mercês, e incorporou ao Baenão.

Sou de um tempo que via um diretor bicolor ir ao INCRA buscar a sacola recheada de dinheiro e pagar todo mundo, na Curuzu. O “iluminado” tá vivinho!

PSC campeão brasileiro, em 1991. O homem era Asdrúbal Bentes, que por onde passou ganhou títulos.

Sou de um tempo que via dinheiro “protegido” numa camisa bicolor ir para no vestiário dos árbitros.

Sou de um tempo que o Miguel Pinho cercado de repórteres proseando dizia: “O dinheiro do Paysandu vem dali…” Apontava o dedo indicador pro rumo do prédio da SUDAM.

PSC bicampeão brasileiro, em 2001, e campeão dos campeões, em 2002. O dono do trono bicolor era Arthur Tourinho, o mais vitorioso mandatário alviceleste. Está respirando esbelto e tesudo.

Sou de um tempo que o jovem diretor Fred Carvalho saia da Curuzu e quando voltava trazia a “baba” pra “salvar” do aperreio quem colocava dinheiro na conta da “cara-metade”.

Sou de um tempo de Sérgio Cabeça, Hamilton Guedes, Pedro Minowa, Raimundo Ribeiro, Zeca Pirão (remistas); no Paysandu, Miguel Pinho, Joaquim Ramos, Maurício Santiago, famílias Couceiro, Aguilera, que ajudaram sempre (e continuam) a empurrar às “locomotivas” quando estão no “prego”.

Sei a origem do dinheiro que sempre jorraram em Curuzu e Baenão, mas não tenho provas, e nunca, como repórter, me beneficiei – aliás fui incentivado a ser “ponteiro”, mas prefiro o valor do suor do meu próprio rosto e o respeito que desfruto nesta cidade.

Neste momento, que o CR só depende dele pra chegar à elite do futebol brasileiro, que aproveite a “baba” e que chegue onde o Paysandu chegou e que desfruta até hoje, sendo o único clube amazônida a fazer parte da relação da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol.

Quem gosta “milê”, quem não gosta “milê” também, então, “homem endinheirado é outro homem”, sim, o imbecil. Bordão criado por este velho jornalista.

No momento que estou fechando este texto, recebo chamada de “uatizap” deste da foto que há uns 15 anos, num papo informal, falei pra ele: “Estuda e não seja ponteiro”. Eis o professor Magaiver Luiz, não é bom, não, “é mil anos”.  Não tenho rádio, Magaiver, mas se tivesse estaria na bancada comigo.

P.S: Se Manoel Ribeiro tirou Bira da Curuzu, Artur Tourinho fez Jobson mudar de endereço em menos de 24: o meia vestia a camisa do Remo numa tarde, no Baenão, e no outro dia, de manhã, estava na Curuzu vestindo a camisa do Papão, por ordem de Presidente do Athletico-PR, Mário Celso Petraglia, que tinha projeto agropecuário em Mato Grosso dependendo de aval da SUDAM.

É o que há!

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