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“ÁGUA E SOL”

Fui convidado a almoçar no Castanheira, longe do furdunço da COP-30 e dos valores exorbitantes cobrados por comerciantes “assaltantes” que se aproveitam do momento…
Uma companhia agradável.
Ele é perspicaz, divertido e cerebral.
Com sua versatilidade cerebral me questionou: “Irmãozinho, entre Copa do Mundo e COP-30 qual o melhor pra Belém?”
“Sem sombra de dúvida, a COP-30 fez de Belém uma cidade envolvente e com melhoramento na estrutura urbana da cidade”, respondi ao meu prazeroso parceiro de papos futebolístico, Eliércio Santino, que o Paulo Fernandes o chama de “Doutor”. Eu o trato de “venenoso”, mas de ideias prodigiosas.
Este velho da internet é pegado de surpresa, quando, em meio a uma colherada e outra, Eliércio me manda, pelo “uatizap” esta mensagem.
“Li atentamente o artigo que o meu irmão José Maria Trindade (Zeca Diabo) escreveu sobre a trajetória do futebol paraense desde 1970, algo assim maravilhoso para os eu SABEM LER, digo isso porque ANALFABETO não vai ter tal privilégio; perfeito. Veio desenrolando um novelo de histórias de quem nem leu e nem assistiu por TVs! Taí a história contada. Por favor, prestem atenção na riqueza de detalhes. O autor passa por todas as épocas e situações de um futebol que chegou aos píncaros da glória, contando fatos, relembrando passagens de homens abnegados que dera tempo, suor e lágrimas d dilapidaram seus patrimônios, tudo para de suas instituições, e teve um desses grandes homens que o Zé ao entrevistá-lo, no leito de morte, na Beneficência Portuguesa, disse: “Zé, se mais tivesse, mais daria para o Paysandu. E tu não tem nada a ver com isso. Zé, segue em frente. Sei que somos finitos e que os cemitérios estão cheios de INSUBSTITUÍVEIS, mas demora um bocadinho pra nascer outro Zé! Sabe por quê? Porque a FORMA e o FORMÃO que te fizeram já não existem mais!”
Quebraste-me, “venenoso”, no meio! A saborosa língua guisada que comia me faz parar a degustação, porque fiquei arrebatado no sentido de encanto…
Ao final, meu parceiro meteu a mão no bolso, tirou uma nota de 200 reais e sacramentou: “Estarei contigo domingo no teu programa, colocando 200 reais na bancada pra sortear entre teus milhares de ouvintes e telespectadores!”
Aí, este “venenoso” me faz lembrar de Marco Aurélio, imperador romano: “Algumas pessoas, quando prestam um favor a alguém, estão sempre em busca de oportunidades para cobrá-lo. Outras, nem tanto, mas ainda se lembram da dívida. Restam aquelas que nem mesmo chegam a esse ponto. São como as vinhas que produzem uvas sem esperar nada em troca… Depois de ajudar o próximo… simplesmente vão embora cuidar da vida… Deveríamos ser assim”.
Eliércio, você está entre poucos nesta terra que representam pra mim “água e sol”.
É o que há!
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