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SER, TER E FAZER

Todos meus sonhos realizados passaram por pessoas de almas bondosas, que mesmo sabendo que não sou queridinho, olharam para a minha capacidade cerebral.
Aos trancos e barrancos, desde 1979 nesta terra, edifiquei meu futuro para ser o que sou, para ter o que tenho e para fazer o que faço.
Minha mãe, em Macapá, “Tia Maria”, dizia à prole que “se não realizou hoje, insista amanhã, que de hora em hora Deus dá”.
Como compendio de sabedoria perdi a conta das vezes que abri (continuo abrindo) a Bíblia e até no esporte Ela mete o seu bedelho: “Um atleta não recebe o prêmio se não lutou segundo às regras” (2T 2,5).
No início de 1980, eu perambulava pelos corredores da Rádio Marajoara querendo emprego, e até que um dia José Travassos, apresentador do SHOW DA CIDADE e redator do “Jornal do Meio Dia” da rede nacional dos Diários Associados indagou-me se eu sabia redigir. Disse que sim.
Por indicação do Travassos, fui ter com o superintendente, em Belém, do conglomerado do poderoso Assis Chateaubriand, Roberto Jares Martins.
Depois de um teste, fui contratado como redator da TV Marajoara – meu primeiro emprego nesta cidade. Telefonei pra Tia Maria, dona Fátima (minha gostosinha) comunicando às boas novas.
“Sonhar é o primeiro passo da realização”, não lembro em que livro li esta expressão.
Certo dia, na bancada da TV Marajoara, a central telefonista me aciona: “José Maria, tem um chamado pra você, atenda”.
José Maria Simões me convidando para fazer parte da nova equipe de Esportes da Rádio Guajará (agosto de 1980), que contratou um timaço para fazer frente à Rádio Clube, Marajoara e Liberal, levando pro seu quadro Paulo Ronaldo.
O slogan da nova rádio: “Tradição já era, Guajará, a emissora da galera!”
Acreditem: na equipe já estavam além do Simões (o melhor comentarista esportivo com quem trabalhei), Gandur Zaire Filho, Guilherme Guerreiro, Nonato Santos outros nomes que não me vem à memória, mas faltava um repórter pra cobrir o CR.
Nesta hora entra a “coisa de Deus”, que eu acredito: Gandur Zaire Filho disse pro Simões: “Na TV Marajoara tem um rapaz vindo de Macapá que é muito bom, o José Maria Trindade e ele era repórter esportivo na Rádio Educadora de Macapá. Por que é “coisa de Deus”?
Zaire Filho é casado com a filha do Zeca Banhos, o diretor da Rádio Educadora “São José” de Macapá, que me deu chance de trabalhar no rádio, em 1972.
Deixei a TV Marajoara para concretizar meu sonho: ser repórter esportivo. Cheguei no Baenão como setorista, sem nunca negar minha paixão pelo Paysandu. Empinei a curica!
No dia 16 de novembro, no bandolão Mangueirão, o meu primeiro RE-PA: Zaire Narrando; Simões comentando, eu e Guerreira abrimos a jornada esportiva da Rádio Guajára de forma diferente: pingue-pongue de notícias na beira do gramado com gravações montadas (à época era este o termo para o que hoje se chama “sonora”).
PSC 2 X 0 CR. Wanderlei Boschilla, o árbitro; e lembro de alguns jogadores: João Avelino era o técnico bicolor, o do CR, Jorge de Castro, e os jogadores: Sérgio Gomes, Aldo, Chico Spina, Zezinho, Carlinhos Maracanã e Patrulheiro (PSC); pelo CR: Cuca, Marajó, Dutra, Mego, Mesquita, Marcelino (vindo de Macapá).
Com a extinção da equipe, a minha “curica” empinou: passei pela Rádio Marajoara (pela 5ª vez estou no grupo), Rádio Clube, Rádio Cultura, Rádio Liberal, Jornal Diário do Pará, correspondente da Cultura, em 1994, no Rio de Janeiro, quando aconteceu o primeiro sequestro no país: empresário Abílio Diniz, dono do grupo Pão de Açúcar. Francisco César, o “Astro”, me colocou na Maravilhosa com salário integral, mandava as matérias pra Cultura, mas viciado em maconha; antes cobri a posse de Jader Barbalho no ministério da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, no Palácio do Planalto, em 1988.
Da margem esquerda do Amazona, sob a linha imaginário do Equador, o jornalismo me fez ser “andarilho” chegando à margem do Guaíba, no RS.
Trabalhei e estudei: sou dono de 3 diplomas: Letras, Jornalismo e pós graduado em Gêneros Textuais, e lecionei no melhor colégio público desta cidade: “Tenente Rêgo Barros” por dez anos, sem esquecer os colégios periféricos até 2007.
Círio perdi a conta.
Duas Copas do Mundo e uma Olímpiada, e, aos 75 anos, “vagabundo social” (aposentado) e CT assinada pelo “Pinga mais não seca”, líder do Grupo Marajoara de Comunicação para produzir e apresentar o SHOW DE BOLA, aos domingos.
E mantendo meus “condomínios digitais”, não como passa tempo, mas como apostolado gerando conteúdo sem copiar ninguém.
A todos que foram “àgua” e “sol” nesta minha trajetória, a minha eterna gratidão.
É o que há!
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