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CHEGA DE RAME-RAME

Recebo “sonora” do presidente Antônio Carlos Teixeira dizendo que “infelizmente, não posso falar nada de concreto… Estamos em busca do treinador…”.
Que o mundo venha a minha cabeça: “Dificilmente, Zequinha, o Martin Palermo pisará no Baenão. Pode cravar”, disse-me fonte real.
O mais irônico nesta busca por técnico é que a maioria dos clubes brasileiros – até os rebaixados da A pra B – já contrataram seus “professores”, e o Remo vive o “rame-rame”, deixando a “Fenômeno Azul” incomodada com a falta de um nome de “bagagem” para comandar o Leão Azul na próxima temporada.
Por que Guto Ferreira rejeitou excelente salário para permanecer no Baenão?
Nenhum sofisma poderá jamais negar a verdade sobre o que o educado e honesto Guto Ferreira constatou no Baenão. Ao mesmo tempo que fez o bem – comandar o time à A -, fez mal, em não continuar a obra.
É óbvio que os profissionais da bola – atletas, executivos e técnicos – conversam sobre condições de trabalho, logística nos clubes brasileiros… E nós estamos no fim do mundo, infelizmente, muitos pensam assim.
Da minha última entrevista com Marcus Braz, ele foi pontual: “Remo precisa, urgentemente, ajustar a sua realidade à necessidade para se credenciar ao futebol. Nós ainda fazemos escalas, enquanto que os de lá, vão de avião fretado”.
Eis a verdade nua e crua de quem vive no “fim do mundo”, porque essa é a razão profunda – e secreta – da nossa realidade, porque ainda estamos sob arquibancadas. Dói, mas é a verdade!
Espero não ser apedrejado pela coragem de revelar verdades diante do que ouço, vejo e penso.
É o que há!
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