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FECHADO EM COPAS

A imprensa esportiva belenense fica alvoroçada quando um jogador recorre à justiça trabalhista pedindo milhões de reais na rescisão contratual.
Na maioria das vezes às direções dos clubes erram, porque não chamam o profissional para uma conversa franca e aberta.
A justiça trabalhista brasileira é -talvez – a mais honrada instituição deste país, em que a corrupção está infestada em todas as camadas da sociedade, mas ainda não bateu às portas dos Tribunais Regionais Trabalhistas.
O jogador pede, mas não leva tudo que pede, porque os magistrados analisam minuciosamente o processo, concedendo o direito que o patrão deve. É inquestionável. Mas os penduricalhos são eliminados. E nas entrelinhas dos processos há advogados que veem o que outros não enxergam.
Tomando como modelo outros processos, especificamente a diretoria alviceleste agiu corretamente com o Marlon, chamando-o para acordo favorável às partes.
O que aflige o Paysandu são os que dizem amar o Clube e, em momento de remontagem do elenco, agitam os bastidores, como agora, através da justiça, pleiteiam a anulação da última reunião do Conselho Deliberativo ocorrida no dia 15, após batalha judicial que o jurídico bicolor derrubou a liminar.
Disse-me uma fonte que de “dez jogadores contactados, oito recusam vir pra Curuzu”, porque as notícias mancham a imagem do clube.
Do outro lado da avenida há também as dificuldades para contratar jogadores porque – a maioria – não que vir pra onde “o vento faz a curva”, mesmo ganhando entre 200 a 300 mil reais, porque na A não tem salário de 100 mil reais.
Nesses 48 anos vivendo nesta cidade que me deu régua e compasso pra ser o que sou, pra ter o que tenho e fazer o que faço, o Paysandu passou por algumas crises em que os fatos falavam por si, mas surgiram às almas bondosas que cobriram o lobo com o manto da depuração.
Diretoria alviceleste se fecha em copas e não me concedeu entrevista. Respeito o momento de sofrimento oculto de todos que estão tentando soerguer o clube e neste momento o silêncio faz bem.
No entanto, a minha antevisão de velho jornalista, sem pensar em “profetada”, me diz que uma “little Boy” abrirá caminho para uma “vereda”.
É o que há!
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