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PREMONIÇÃO DE PAI

Roger Aguilera desobedeceu o pai, e o revertério, como presidente do Paysandu, foi inevitável.
Havia 50 anos que a família Aguilera vive o Paysandu Sport Club, começando com o patriarca Raul Roberto Fermin Aguilera, na década de 70, e o pai, Raul Alberto Aguilera, 71 anos, ajudando vários ex-presidentes do clube.
Quando Roger Aguilera comunicou o pai, Raul, que seria candidato à presidência bicolor, havia a certeza da eleição tranquila e lavagem na oposição, mas, a experiência somada ao pressentimento do genitor foi “profético”.
“Meu filho, você assumirá o Paysandu num momento ‘agressivo’ do futebol paraense. Saia dessa. Quando você sentar no trono muitos vão desaparecer porque pensam que você é rico, que a nossa família tem dinheiro. Roger, não é momento pra você assumir esta responsabilidade. O clube está atolado em dívidas, meu filho”.
A autodeterminação do filho foi maior que a antevisão do “protetor” familiar.
“Pai, tenho 44 anos de idade. Chegou mina vez. Quero trabalhar pelo nosso clube. Sei das dificuldades financeiras, mas nada que não possa ser resolvido. Serei candidato, sim, pai, e vencerei com vantagem expressiva”.
Roger Aguilera venceu a eleição, mas o pai, com a premonição do “Velho do Restelo”, não compareceu à festa de posse do filho amado, Roger Aguilera.
Raul Aguilera anteviu o destino de erros, incertezas e enfraquecimento físico e moral do filho desobediente.
Lendo e ouvindo redes sociais, o velho pai se desgasta fisicamente e emocionalmente; depois de tanto “filha da puta”, “vagabundo”, “destruidor da Big Ben”, Raul abatido chama o filho para uma conversa, em dias da semana passada.
“Meu filho, pense na sua mãe, na nossa família, nos seus filhos, nas nossas empresas, largue, entregue o Paysandu e me deixe viver em paz”, rogou Raul Aguilera ao filho.
“Papai, renunciarei. Comunicarei à diretoria meu desejo através de uma carta”, prometeu Roger.
Na segunda-feira, 21, Roger Chegou à Curuzu. Convocou reunião com seus pares de diretoria e anunciou o afastamento em definitivo do trono bicolor.
Roger Aguilera ignorou a realidade antevista pelo velho pai.
É o que há!
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