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MARCOS BRAZ, A “REVOLUÇÃO” AZULINA

Em Belém, nos meios esportios, há um senso comum em torno do nome de Marcos Braz.
Não é difícil medir a importância do executivo carioca à ascensão repentina do CR no cenário futebolístico brasileiro.
Presidente Antônio Carlos Teixeira reconhece que Braz é “pau pra toda obra”. No futebol brasileiro é raro um executivo com às qualidades de Marcos Braz. Ele é “PowerPoint”.
Não à toa, negociou jogadores até então sem mercado: Vizeu, Maxuel, Adailton, Davó e colocou no Botafogo-RJ o lateral Kadu. R$ 5 mi tufaram a “pacoteira” azulina.
O poder da caneta do presidente Antônio Carlos Teixeira sacramentou a nomeação do Dr. Manezinho Ribeiro como diretor de futebol. A partir deste momento, Braz começa a sentir o “cheiro da perpétua”.
O filho do “Marechal da Vitória” – Dr. Manoel Ribeiro – pretende seguir os caminhos do pai dentro do CR e para sacramentar seu nome precisa que esteja na mídia contratando jogadores.
Dr. Manoel Ribeiro, dono da construtora Nazaré, na década de 80, abria estradas Pará afora e dono de uma cadeira no parlamento nacional, chegava no Baenão com a maleta “presidente” teitei de dinheiro e ordenava Dahas: “Mande fazer a fila…”. Todos “lavavam a burra”.
Construtor e deputado federal, Dr. Manoel Ribeiro era uma espécie de “potosi” azulino.
Manezinho Ribeiro era adolescente, vivia pelos corredores do Baenão. Viu, aprendeu a precisão, a destreza do pai para realizar o sucesso do Clube do Remo. Portanto, Manezinho tem DNA remista, mas não tem obras relevantes iguais às do pai. Muito Longe! No entanto, é o dono da “casa da moeda”.
Com a não renovação do contrato, em dezembro passado, Braz viu-se desprestigiado e passou a ser prestador de serviços.
A pedido do técnico Juan Osório, Manezinho se desdobra, e com a presteza de um “Tio Patinhas” faz a maior transação do futebol sul-americano: Remo compra Leonel Picco por 9 milhões de reais de forma parcelada.
E para sacramentar o poder de fogo do novo “baludo” azulino, chega no Baenão Zé Wellison, volante que era banco no time do Fortaleza ano passado por uma “cremosa baba”.
Pra quem mandava e desmandava no Baenão, foi a gota d’água que fez transbordar do copo.
Braz não tinha mais espaço no Baenão, porque “a linha reta não lhe sonhava mais”. Braz não tinha que cruzar, mas sim, passar a bola para o Manezinho. Igual como Garrincha fazia com Pelé.
De insubstituível o cemitério está cheio, mas, minha opinião, é que Marcos Braz deixou um legado muito grande para a história do Filho da Glória e do Triunfo e que fará falta.
“No Brasil, o sucesso é um insulto pessoal”, no dizer de Tom Jobim. (Foto: Samara Miranda)
É o que há!
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