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CLICHÊ CHATO

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Eu sou uma coisa; meus escritos são outra…

José Saramago, em CAIM, diz que “as palavra têm seus quês, os seus comos e os seus porquês”.

Cá pra nós: há um clichê chato, nos RE-PAs, dizer que não há favorito, e por ser ousado em escrever e postar aí ao lado “Necessidade e coragem” fui criticado de forma educada por muitos bicolores que sabem do meu amor pelo Paysandu, mas que eu “deveria ser mais compreensivo com a garotada bicolor e incentivar o time alviceleste”.

O “serumano” José Maria Trindade ama a instituição PSC, mas o jornalista, em termos de paixão clubística, é apátrida, e, neste momento, como está no primeiro parágrafo do texto ao lado: “Recuso-me a imaginar num RE-PA equilibrado”.

Pelo elenco milionário que tem, pelos jogadores afiados tecnicamente, a obrigação de vencer é, sim, do Clube do Remo.

O que me impressiona, neste RE-PA, é a coragem da diretoria bicolor saber que tem um time limitado, porque não tem um “Tio Patinhas” para bancar a Curuzu, e, mal, tem uma “jabuticabeira” que ainda não deu bons frutos, mas não perde a esperança.

Ousadia de Márcio Tuma e seus parceiros em não extrapolarem os limites financeiros do Papão.

O mais apaixonado torcedor “Fiel” está “sentindo o cheiro da perpétua” com o time bicolor.

Enquanto a “Fenômeno Azul” comprou todos os ingressos do lado A, o do lado B, a “Fiel” não correspondeu…

E se o Paysandu vencer o RE-PA 781 (jornalista Ferreira da Costa) e o 774(estatístico e historiador Orlando Ruffeil) será “milagre”.

Como sempre foi, o RE-PA é voluptuoso, e o meu desejo, confesso, é não provocar quem quer que seja bicolor, mas apenas revelar o meu instinto jornalístico.

Não minto pra vocês e, por assim dizer, pra mim.

É o que há!

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