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A MAIOR MENTIRA

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A palavra “carnaval” é de origem latina e significa “adeus à carne”.

Muito antes de Cristo, na Grécia, o povo pagão caia na gandaia total para louvar a fertilidade da terra e a farta colheita.

E haja vinho em louvor a Baco, o deus da fertilidade, da folia…

Quando Cabral aqui chegou viu homens e mulheres nus e, ao pensar que estava em solo indiano, os tratou de “índios” e “índias”, que se tornou a maior mentira contada até hoje pelos historiadores brasileiros. Eram povos primitivos.

Ao pisar em solo, Cabral percebeu que não era a Índia, que ele buscava, cidade rica em pimenta-do-reino, noz-moscada, canela, cravo, perfumes e pedras preciosas, e passou a denominar a terra de vários nomes até chegar no pau brasil, que abundava a mata atlântica, e daí “Brasil” para a nova terra.

Mas, ficaram os epítetos “índios” e “índias” aos primitivos. É, sim, a maior mentira contada em livros de História do Brasil.

Deixando de lada esta fantasiosa história, a contribuição portuguesa foi avassaladora na dança, na comida, na linguagem e nos folguedos com homens e mulheres se “transformando” e cobrindo os rostos com máscaras, tradição veneziana (Itália).

Carnaval se enraizou tanto na nossa cultura, que o poeta Manoel Bandeira criou BACANAL: “Quero beber! Cantar asneiras, no estro brutal das bebedeiras… “Que mais queres, além de versos e mulheres? Vinhos… o vinho que é meu fraco! … Evoé Baco!”

Se o carnaval aqui chegou pela influência portuguesa, o pai do futebol brasileiro é Charles Miller, nascido em São Paulo (1874-1953), mas educado na Inglaterra, e quando retornou à terra natal, aos 20 anos, trouxe na bagagem uma bola, em 1894.

Futebol e carnaval se entranharam na essência e n’alma do povo brasileiro, tornando-se referências mundiais devido as suas peculiaridades: nudez, rebolado, ginga, a plasticidade corporal, dribles desconcertantes, malandragem e as magias dos nossos carnavalescos e futebolistas natos.

Em Macapá, quando adolescente, era tarado no “Xiri Molhado”; aqui, já cinquentão, engracei-me do “Xiri Relampiando”.

Pela TV, hoje, setentão, limito-me a ver os desfiles das escolas de samba e o futebol, torcendo para que o “lobo” desfile numa “vereda”. (Foto: Google)

É o que há!

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