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RJ: CIÚMES, RIVAIS E JURISTAS DE SOFÁ

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Teólogos afirmam que dois personagens bíblicos foram inconformados com os seus dramas: Abraão e Noé.

O pai da fé, Abraão, saiu de casa para buscar um só Deus, não ter símbolos e fazer circuncisão e, finalmente, se tornar o profeta das 3 maiores religiões: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Abraão bateu o pé e não ficou em casa…

À sua época, Noé foi considerado louco quando falou no fim do mundo, criando a Arca, e inspirando, neste exemplo, Oscar Wilde que criou a expressão: “Seja você mesmo, os outros já existem”.

A coragem da diretoria bicolor em sair da “moral conservadora” a fim de pagar o que o Clube deve, está mexendo com monstrinhos e impiedosos paus-mandados.

Advogado Bruno Castro, que goza de prestígio e respeito nesta terra, e que desde 1996 que o conheço e sei da sua história com o PSC, manda-me texto, que publico na íntegra.

“Quando a RJ do Paysandu foi deferida, o que se viu não foi apenas uma decisão jurídica… foi um terremoto emocional na arquibancada adversária.  

“De repente, surgiram especialistas em direito empresarial aos montes. Juristas de ‘uatizaps’. Doutores em falência formados pela “Universidade de Grupo Familiar”. Gente que até ontem confundia RJ com rebaixamento automático, agora citando artigo da Lei 11.101/05 como se tivessem redigido a reforma.

“Verdade: a medida foi estratégica. Técnica. Planejada. Silenciosa.

“Enquanto muitos apostam em caos, a diretoria organiza o tabuleiro. A RJ não é falência é justamente o oposto: é instrumento legal para proteger a atividade, negociar com credores, impedir bloqueios que inviabilizem o fluxo financeiro e permitir que o presente seja pago em dia, enquanto o futuro é reconstruído com responsabilidade. Mas aí veio o alvoroço.

“Teve jornalista que, coincidentemente torcedor do rival, ou a mando de detentor de ‘fogo amigo’, resolveu virar comentarista jurídico indignado. Alguns chegaram ao ponto de anunciar, com convicção quase teatral, que o “Clube pode falir”. Pode? Claro que pode. Assim como qualquer empresa brasileira. Mas a probabilidade real, considerando o histórico do futebol nacional, é praticamente nula.

“Nunca um clube brasileiro que ingressou em RJ com dívidas centenas de vezes maiores foi levado à falência. O instituto existe exatamente para evitar isso. O curioso é que o incômodo não parece jurídico, mas claramente emocional. O silêncio mexeu com os alicerces. O trabalho foi feito usando várias mãos, sem vazamento, sem bravatas, sem coletiva dramática. Quando saiu, já estava deferida. O golpe foi técnico. Certeiro.

RJ é ferramenta moderna de gestão. É maturidade administrativa. É visão de longo prazo. É inovação. Sempre foi marca dos grandes.

“Paysandu pavimenta sua saída das dificuldades e, como um coelho saindo da toca, começa a enxergar dias melhores, o que naturalmente mexe com os que temem o reerguimento, porque quando um gigante se reorganiza em silêncio, quem está ao redor começa a ouvir os próprios passos ecoando. Afinal, inovar sempre foi tradição do Paysandu. O lance foi estratégico. O gol, meus amigos, foi no ângulo. E isso está doendo em muitos”.

Minha opinião: acredito num novo tempo para o PSC.

É o que há!

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