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EPIFANIA

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“Futebol é um jogo de erros”, disse johan Cruyff.

Para Pep Guardiola o “futebol é incerteza e acaso; incidentes e acidentes”.

Aos 54 anos de “praia”, sou incapaz para definir o futebol envolto em mistério, posto que nem sempre o melhor time vence.

Penso que o “emocional”, além do tático, físico e técnico, ligado a força espiritual e moral, conta muito diante de uma adversidade em qualquer circunstância da vida.

No primeiro tempo, Paysandu jogou mal contra a Lusa paulista, porque Marcinho não se encontrou; JP Galvão na direita não se houve, errou o assaz Júnior Rocha, mas foi letal quando fez entrar Capixaba, que foi um “bandeirante” pela direita.

E a cara dos monstrinhos e impiedosos? Daqueles que “estupraram” o clube e criticavam os garotos da base?

Taticamente, o time bicolor é disciplinado, quando marca a saída de bola do adversário e toca bola é um gigante, é claro, que o físico da garotada está “mil anos”.

O posicionamento do time bicolor, na segunda etapa, me fez lembrar do metáfora bíblica: “Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor se não competir de acordo com as regras”. É disciplina! É a antevisão  

gloriosa de Junior Costa, que erra, mas conserta a tempo.

No terceiro gol bicolor, aos 50 minutos, algo tirou a atenção do goleiro Bruno Bertinato para que ele não tivesse firmeza para conter a bola, que foi parar no fundo do gol. É epifania pura! Não no sentido religioso, mas no sentido filosófico: “A compreensão súbita da essência de algo, uma “luz” que surge para resolver dúvidas ou angústias, ou um momento de “sacada”, quando um problema complexo é subitamente solucionado, ou quando se entende algo profundamente de forma inesperada”. Foi o que aconteceu no Canindé, que assustou a todos os presentes.

Com espirito de Davi, Castro sai da zaga, com a “baladeira” nos pés, para desferir certeira “pedrada” no olho do gigante. Morte! Glória!

Castro, o melhor do jogo!

Eliércio Santino teve um rasgo de luminosidade – como de sempre – ao definir o “Paysandu é o time das causas impossíveis”. É coisa de Deus! “Não correu sangue na veia da garotada, correu açaí”, pontuou Santino. (Foto: jornalista TOTI – AI do PSC)

É o que há!

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