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SUTILEZA NO AVISO

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O verdadeiro repórter (pode até não ser jornalista diplomado) deve estar sempre atento para o que se passa ao seu redor.

É saber ver o mundo que o cerca.

Deve-se exigir muito do poder cognitivo.

Pense e repense naquilo que se quer perguntar.

Não “enrole” a pergunta. Não faça rodeio para se chegar a indagação.

Quando se usa este expediente, o entrevistado pensa, e sabe que o repórter não soube fezer a leitura do que viu, ou seja, a partida de futebol. Que é o tema deste texto.

Saber perguntar tem seus atrativos e seus revezes.

Junior Rocha e Léo Condé são “professores” dóceis, que mesmo diante de pergunta “apimentada” respondem serenamente.

Mas se se pega um Wanderlei Luxemburgo pela frente, o chama de “pau-de-sebo”, como já aconteceu.

Simplifique sua pergunta, mas pergunte direto, não permitindo que o “professor” pense para responder.

Quando se “enrola” para indagar, o “professor” sabe que você não tem conhecimento de causa, e também responde de forma nonsenses.

“Faça uma análise de como o seu time jogou?” É a pergunta mais vagabunda, porque como um técnico poderá analisar seus jogadores se eles perderam a partida.

Mesmo ganhando, o técnico não gosta de fazer avaliação individual.

“Venho reforçar algumas orientações com vocês sobre o pós-jogo… Peço que sejam objetivos nas perguntas e que evitem passar muito tempo com um mesmo atleta”, despacho da jornalista Samara Miranda à imprensa paraense que participa das coletivas após os jogos do Remo.

Pela alma bondosa que há na Samara, penso que este aviso foi pedido por membros da comissão técnica e de alguns jogadores azulinos, que não suportam mais o reme-reme de alguns repórteres que viram o jogo, mas não souberam fazer a leitura.

“A prova dos noves da verdade jornalística é a demonstração dos fatos”, mas para se ter a verdade – que às vezes está escondida – tem que saber ver e perguntar.

Perguntas curtas, objetivas recheadas de conteúdo incomodam, não deixam o entrevistado pensar pra responder.

Interpelar é arte, principalmente no jogo de futebol, que muda constantemente forma de jogar e linguagem.

É o que há!

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