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CAOS E INTUIÇÃO

Simultaneamente, o futebol chama a atenção de gente em todos os continentes.
Futebol é linguagem universal. E esta linguagem une os povos.
Num tempo não muito distante se dizia que o “Brasil era o país do futebol”, porque Pelé, Garrincha, Tostão, Gerson, Rivelino, Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, o “Fenômeno” e tantos outros representavam a nata da modalidade, mas “atrás do tempo, tempo vem” e Pelé, no final da década de 70, mostrou aos americanos como se jogava futebol. Na mesma pisada, Zico ensinou os japoneses a praticarem o esporte bretão.
Sinceramente, o Brasil não é mais o país do futebol.
Nas mesas dos bares, nas feiras, nos supermercados, nas salas de espera dos consultórios médicos, nas clínicas fisioterápicas, na periferia o tema é futebol e, por conseguinte, o “caos” em que se encontra a nossa seleção ao comando do italiano Carlos Ancelotti.
É impossível fugir do tema. Há um senso comum de que a nossa seleção está sem rumo, sem esquema tático, muito diferente daquela seleção de 1970, que esteve muito além do resto do mundo.
Penso que é muito importante a qualidade técnica dos jogadores, mas se não houver tática, físico e emocional nada será conseguido.
Nos jogos que tenho acompanhado, desta Copa, vi que a tática supera a técnica, porque a marcação é implacável, principalmente no primeiro tempo, caso específico de França e Senegal, em que os senegaleses marcaram muito na primeira etapa e, na saída rápida, levaram perigo à zaga francesa, que no segundo tempo deslanchou diante de um adversário cansado.
Um fator importante, nesta Copa do Mundo, para mim, é que não tenho visto dribles desconcertantes, mas sim o passe que tem sido determinante no estilo futebolístico atual.
Sei que você que “milê”, agora, espera minha opinião sobre Neymar. Pois bem. Com uma perna, o dez da seleção joga mais que muitos que estão no grupo.
Se Neymar é o “caos”, Messi, aos 39 anos, continua intuitivo.
É o que há!
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