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PREVALEUCEU A INDIVIDUALIDADE

Parei em frente a CaséTV para assistir França 1 a 0 Paraguai.
Em termos coletivo, time de Didier Deschamps nada fez: não chutou uma bola de dentro da área da zaga montada pelo técnico Gustavo Alfaro com cinco jogadores.
O jogo do Paraguai me fez lembrar de uma máxima da construção civil que ouvia meu pai dizer: “Destruir é mais fácil que construir”.
Para se construir uma cidade ou um prédio passa-se anos a fio, mas um terremoto (como o que aconteceu na Venezuela) ou uma implosão, em segundos, tudo vem abaixo.
Dembelé, Mbappe, Olise, Rabiot e Barcola não trocaram passes e não penetraram. Chutavam de fora da área sem acertar o alvo.
Só deu a retranca Paraguaia com cinco 5 jogadores à frente do excelente goleiro Orlando Gill.
Mentalmente, Paraguai fechadinho resistiu no primeiro tempo: 0 a 0.
No segundo tempo, continuou o jogo do gato contra o rato.
César Moraes, meu guru que muito me mostrou e ensinou sobre futebol, na Curuzu e depois no Baenão, na década de 80, dizia que “o ótimo técnico tem 15 minutos para mudar a história de uma partida”.
Muda-se com jogador que drible, que encare a marcação.
Foi o que fez o técnico francês: tira Barcola e entra Douê. O que não fizeram as estrelas da companhia – Dembelê e Mbappe -, Douê fez: entrou, pela primeira vez na zaga adversária driblando, fazendo fila e Gomez o parou com falta. “Varista” chamou o árbitro uzbequistanês, Llgiz Tantashev, que viu na tela o lance e assinala penalidade.
Mbappe cobra, faz seu sétimo gol e coloca a França nas quartas de final da Copa do Mundo de maior sucesso dentre todas às outras.
Seleção francesa venceu porque tem peça de reposição. Diante da dificuldade, o técnico olhou pro banco e viu a solução na individualidade de Douê.
O gol do jovem Douê me fez lembrar de uma das melhores definições que li sobre um excelente jogador: “O jogador bom é aquele cujos olhos, músculos e nervos estão bem treinados pela execução de boas jogadas que já se tornaram de confiança”.
Esta definição está na obra do ex-ateu C.S. Lewis, “Cristianismo Puro e Simples”.
É o que há!
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