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SONHA, MAGAIVER, SONHA

Tenho dito que não quero ter razão, quero ser feliz.
Busco o hedonismo cristão procurando ser misericordioso.
Quantas coisas preciso fazer para poder viver e morrer feliz? Penso que, em parte, é tentar fazer o irmão feliz. Ajudar a quem sonha com uma prenda.
Então, nossos sonhos passam por pessoas. Todos os meus foram assim.
Certo dia o empresário Fred Carvalho me falou de Magaiver Luiz Pinheiro Rodrigues, 39 anos. “Zé, escuta o Maigaver”, pediu-me Fred. Escutei e gostei do conceito que ele expressa sobre uma partida de futebol.
Como comunicador, há em Magaiver, que é professor historiador e mestre em ciência da religião, vasto repertório técnico e tático sobre a arte de jogar bola.
Levei-o para o SHOW DE BOLA. Mostrou competência e aplicação como comentarista esportivo, mas como não tenho dinheiro para pagar o ótimo profissional, Magaiver deixou em mim um “sonho”.
Magaiver é técnico de FUTSAL desde 2012 diplomado pela Federação da modalidade, passando por vários clubes, indo bater no Chile no Atlético Poniente de Santiago.
Devido problemas familiares, voltou a Belém e continuou sonhando em trabalhar num grande clube da cidade. Falei com o Vinicius Pacheco, executivo luso, sobre a possibilidade de ter Magaiver na Vila Olímpica.
Não foi possível porque Magaiver não é licenciado pela CBF.
Certo dia, ele me falou deste sonho. Financeiramente, sem poder ajudar o sonhador Magaiver a ser licenciado “cebefiano” pensei, pensei e pensei exaustivamente como ajudar Magaiver a realizar o sonho. “Não tenho dinheiro, meu Deus, mostra-me um caminho”, pensei.
Pensei em vários “baludos” que me cercam, e me veio o nome de Fred Cabral, o “pica de cachorro”, com quem bati de frente por causa do PSC, mas não guardamos ressentimentos…
Transmiti ao empresário Fred Carvalho o sonho de Magaiver. Não prometeu nada.
Quinta-feira da semana passada, 19h, Magaiver e o “Sensação” da Rádio Clube, Paulo Sérgio Pinto, bateram na porta do meu cafofo.
Prosa vai, prosa vem, Magaiver me revelou a boa nova: “Zé, o Fred pagou o meu licenciamento C, da CBF. Estou fazendo o curso. Estou feliz e te agradeço pelo apoio”.
Lembrei de Martinho da Vila: “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado…”
É o prazer em servir. Em ser utilitário. E, sem querer ter razão, minha felicidade está em ver o bem-estar do futuro técnico licenciado pela CBF, o “sabonete das gostosinhas”.
É o que há!
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