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RETINA NA RETINA

No dia 6 de julho, final do expediente, eu e Ricardo Gluk Paul, presidente da FPF, sentimos nossos cheiros e olhamos um na retina do outro.
Revelou suas mágoas para com o jornalista José Maria Trindade e ao final pediu desculpas pela agressividade física que ia me causando dentro do restaurante da sede social do PSC.
Falou da sua obsessão pela realização de ótima gestão nos próximos 4 anos e da mudança da sede da FPF para o CEJU – Centro da Juventude, e que não deixará o trono da Casa do Futebol, porque se hoje é vice-presidente da CBF, deva-se ao cargo de presidente da FPF, mas o que ele quer é “fidelidade”.
Olhando firme na retina do presidente, lhe disse que “se você me toca naquele dia, te meteria faca e garfo na barriga e corria para me apresentar à delegacia mais próxima”.
Continuei: “Presidente, você pra ser dono deste trono teve que se aliar a gente que adora “boquinha”; peseudos cartolas que só veem ‘R$’ no futebol paraense; teve que fazer ‘bananada’ com quem exala fedor de ácido úrico e que tem interesses em promover familiares no apito paraense, mas que não passaram de “rabos de cabra”. “Diplomata” dos interesses próprios, e que a maldade está na alma como à do monstrinho, que é fruto do berço.
Sabia que iria sobrar para o Fernando Castro, que ao lado dos seus parceiros, renovou o apito paraense, e internacionalizou a Gleika Oliveira Pinheiro (Fifa), e uma dezenas de jovens árbitros que honram a FPF e o Pará.
“Zé, preciso do teu apoio”, pediu-me Ricardo.
“Presidente, o mundo é uma mão dupla: uma que vai, outra que vem, e pra se ser feliz tem que saber ver o mundo que o cerca”, asseverei.
Neste momento de interinidade no comando da Comissão de Arbitragem, você tem do seu lado um dos que mais conhecem o departamento: Paulo Romano.
Estou antenado no processo do aparelho de ultrassom, do “trairão”, que foi “agasalhado” na sede da FPF.
“Para se obter o que nunca teve, necessário se faz fazer o que nunca fez”.
É o que há!
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