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terça-feira, 20 de outubro de 2026
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O “BANDIDO” SOU EU

Por JOSE MARIA TRINDADEPublicado em 02 de outubro de 2026 às 19:18 · Atualizado em 19 de outubro de 2026 às 13:52— leituras

Revelaram que o Paysandu deve ao Estado do Pará R$ 2.550.042,75 (Dois milhões. Quinhentos e cinquenta mil, quarenta e dois reais e setenta e cinco centavos), mas não mostraram às pessoas físicas.

Não há incômodo em noticiar que a instituição Paysandu deve, porque é verdade, o Clube deve porque quem deveria pagar não pagou, mas o dinheiro constou nos borderôs dos jogos como se fosse pago à SEEL – Secretaria de Esporte e Lazer.

Mais uma vez contarei esta história, mostrando os personagens, que estão vivinhos andando por aí.

No período de 2001 a 2006, Artur Tourinho foi o dono do trono bicolor: ganhou tudo que disputou, inclusive o título de Campeão dos Campeões, em 2002, que deu direito do PSC participar da Copa Libertadores de 2023.

No período de 05 de março de 2003 a 15 de maio do mesmo ano, o time bicolor realizou 4 partidas, no Mangueirão, pela Libertadores, contra Cerro Porteño (Paraguai), Universidad Católica (Chile), Sporting Cristal (Peru) e Boca Juniors (Argentina), Mangueirão “teitei” de torcedores.

Artur Tourinho, presidente bicolor; Guilherme Salse, tesoureiro da Federação Paraense de Futebol (FPF), responsável pela elaboração dos borderôs das partidas; José Ângelo Miranda, o Secretário de Esporte e Lazer – SEEL.

Os valores dos aluguéis do Mangueirão constam em cada borderô, mas não foram registrados no caixa da SEEL.

Total da dívida: R$ 273 mil reais.

Quem “guardou” o dinheiro?

José Ângelo Miranda volta à SEEL, em 2011, e se depara com o processo de cobrança elaborado pelo Departamento Jurídico da Secretaria. Como os dirigentes que sucederam Artur Tourinho não pagaram, Ângelo envia à Procuradoria Geral do Estado a dívida, que chega à 2ª Vara da Fazenda do Estado do Pará.

A dívida foi habilitada na Recuperação Judicial, que poderá ser cobrada ou não.

Ou seja: o Estado tem que se habilitar perante a Assembleia Geral dos credores bicolores.

Por estas revelações, sou taxado de bandido pelo ex-presidente bicolor Artur Tourinho, o cartola que comandou as maiores glórias do PSC.

É o que há!

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