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terça-feira, 20 de outubro de 2026
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“CABELO NA MÃO”

Por JOSE MARIA TRINDADEPublicado em 27 de junho de 2024 às 21:20 · Atualizado em 19 de outubro de 2026 às 13:12— leituras

Às minas que jorram dinheiro, no futebol brasileiro, são os contratos com os técnicos de futebol.

Aliás, além dos salários elevadíssimos para os padrões brasileiros, a quebra dos contratos são argentarismos que quebram nossos clubes.

Flamengo paga milhões de reais para os ex-técnicos Jorge Jesus, Domenec Torrent e Sampaoli.

Mensalmente, Coudet leva uma pacoteira recheada de real do Internacional-RS.

Corinthians, que está na “graxa” da A (não ganha de ninguém), ao comando do português Antônio Oliveira, pra mandar embora tem que pagar R$ 22 mi. É isso mesmo: 22 milhões de reais. Não é absurdo. É “estupro” de uma das maiores instituições do futebol mundial.

E o tambor que bate lá ressoa cá: não nas proporções dos clubes do eixo Sul e Sudeste, mas o Clube do Remo, por quebra de contrato com Catalá e Morínigo (“El Patron”), paga uma “babinha” para os ex-técnicos.

No Paysandu, Hélio dos Anjos voltou à Curuzu porque o presidente Maurício Ettinger pagou o que um corrupto não pagou ao “Intensidade” em passado não muito distante.

Uma das maiores “tiradas” que ouvi saído da boca do “venenoso” Eliércio Santino reflete o caráter da maioria dos cartolas: “No Brasil, o homem honesto tem cabelo na palma da mão”.

O viés desse contraponto está nas confissões desses ladinos que “amam os clubes”. Quem ama não arromba.

São líderes mal-ajambrados mancomunados com empresários, executivos e advogados. Ganha tu, ganhamos nós. É a lógica! Um é andarilho! Dois são parceiros! Três, quatro ou mais formam quadrilha ou bando.

“O futebol é uma indústria suja. Às vezes nos esquecemos o quanto esta indústria é suja”, Aleksander Ceferin, advogado esloveno, ex-presidente da poderosa UEFA (União das Associações Europeias de Futebol).

Neste mundo de perniciosos, há às mentes sãs.

É o que há!

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