HOMEM ENDINHEIRADO É OUTRO HOMEM

Não há vitória sem luta, desafio, propósito.
Daí deduzir-se que o “futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes”.
Todas as glórias do futebol paraense, desde que aqui cheguei, em 1978, envolveu muito dinheiro como incentivo aos jogadores. Não bastava tão-somente o talento, tinha que ter a “pacoteira” no vestiário.
Há 24 anos, Papão conquistava o título Campeão dos Campeões, diante do Cruzeiro, “quebrando a banca” e garantindo a participação na Libertadores de 2023.
Foram 500 mil reais, a premiação pelo título, ofertada pelo dirigente Artur Tourinho. Vandik está aí de prova.
2005: Remo campeão da C diante do Novo Hamburgo-RS por uma vitória de 2 a 1. A “pacoteira” foi levada para dentro do vestiário.
Paysandu para permanecer na B, em 2024, os “baludos” emprestaram ao Clube 2 milhões de reais na reta final e o time permaneceu na série “esperança” do futebol brasileiro.
Pra subir pra A, em 2025, a “baba” era paga após cada vitória aos jogadores do CR.
Várias teorias conspiram contra o time bicolor, que só depende dele para chegar entre os oito.
“Júnior Rocha perdeu o vestiário”;
“Tem que mandar embora o técnico”; “Time chegou no seu limite físico”; apontam os formadores de opiniões.
O que é mais importante, ao Paysandu, é não fazer loucura financeira e permanecer na C ou fazer como fizeram no passado alguns dirigentes que apostaram que o “homem endinheirado é outro homem”?
Ou será que os jogadores não estão sinalizando à diretoria: “nos deem ‘bicho’ que ganharemos os seis pontos”.
Alberto Maia e Vandik sabem como funciona as coisas numa reta final de campeonato.
É o que há!




