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terça-feira, 20 de outubro de 2026
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“O VENENOSO”

Por JOSE MARIA TRINDADEPublicado em 02 de setembro de 2023 às 17:58 · Atualizado em 19 de outubro de 2026 às 12:58— leituras

Cedo, no Veropa sou desafiado pelo “Boroca” a apostar: “cinquentinha”. Tá feita a parada.

Remista invejoso quer ver a desgraça do meu Paysandu.  

Na minha mesa instalada no quintal, vendo a mãe natureza, comendo do meu pirão, Eliércio Santino diz não “acreditar” no time bicolor. Via que comia com prazer.

Saboreando costelinha frita de cuxito com purê, água gaseificada e garapa, comia e desfazia do time bicolor. Eu pensando: “fdp”.

Por ser dos pouquíssimos que destampa minha panela, o “Venenoso”, que o amo fraternalmente, chegou no meu cafofo trazendo sorvete de açaí e eu fiz o dever de casa: doar o que tenho a quem me doa o que tem.

Comendo, me dizia “não acreditar porque deve respeitar os que lhe ouvem, pois são deles que vem a sua responsabilidade. E como já vi este time aprontar tantas vezes –

pro bem e pro mal –, vejo a trajetória do Paysandu, nesta fase, desconfiado”.  

“E aonde fica a máxima de que o Paysandu é o time das causas impossíveis?”, indaguei.

“É por isso que estou com um pé na frente outro atrás”, respondeu.

Fiz vê-lo que o Hélio dos Anjos me revelou que todas às vezes que assumiu o Paysandu nunca teve um bom time. “Sempre é ruim, mas com trabalho se ajeita”.

Tecnicamente, Hélio dos Anjos é um técnico astuto, e não à toa disse com todas as letras que “em Belém nenhum adversário vem pra cima do Paysandu: todos jogarão em linhas baixas”.

Se não tem bons jogadores, o “intensidade” tem disciplina no vestiário, plano de jogo e não joga por uma bola.

O “Venenoso” lavou às mãos e foi embora de buchinho cheio, pensando no que lhe disse: “futebol requer coragem, frieza e resistência”.

Enquanto existir quem pense e veja futebol de forma diferenciada, sempre existirá um novo saber. Hélio dos Anjos sabe como diminuir os espaços quando o adversário tem domínio de bola: intensa marcação. Não à toa ele é chamado pelo Carlos Magno de “Intensidade”.

É o que há!

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