SENTI O “CHEIRO DA PERPÉTUA”

Amanheci o dia suando frio e tremendo igual vara verde.
Senti o “cheiro da perpétua”. “É ela que está chegando”, pensei.
Não tenho medo dela. Tenho pena de mim mesmo me vendo dando trabalho para os outros.
76 anos bem vivido. Nunca fui “cuísta”, mas o resto está no livro da vida.
O gostoso da vida é poder olhar pra trás e ver seus filhos encaminhados. O único que ainda depende de mim é Mateus, mas se eu entrar na “infinita escuridão” a minha última “sementinha” tem minha aposentadoria, casa, carro quitado e, se souber tocar a vida, terá para viver ao lado da sua mãe, dona Elô.
Varei pra Beneficência Portuguesa. No melhor hospital particular da Amazônia fui recebido pelos dois “anjos da Guarda”, o Dr. Raimundo Eder e a Dra. Pâmela, que cuidaram do velhinho, autorizando a medicação correta e todos os exames.
Nada de grave, que não possa ser tratado com remédios apropriados.
Sou eternamente grato ao dono do trono da Beneficência Portuguesa, Zezinho Alírio, e ao diretor técnico do hospital, Dr. Raimundo Eder e da Dra. Pâmela.
Estou em casa. Não tive tempo de “bisbilhotar” os intramuros da Curuzu e Baenão, mas amanhã 10h estarei tesudinho, empinadinho e aprumadinho comandando o PROGRAMA DO TUDÃO, na POVO FM 94.3.
É o que há!




