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terça-feira, 20 de outubro de 2026
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TIRANDO LEITE DE PEDRA

Por JOSE MARIA TRINDADEPublicado em 28 de julho de 2026 às 20:30 · Atualizado em 19 de outubro de 2026 às 13:48— leituras

Há quem faça jornalismo esportivo em Belém “achando”. É a praga do “achismo”.

“Quem tudo “acha” não tem convicção no que diz”, simplifica Marilena Chaui, filósofa e escritora brasileira.

Há “jornalistas” nas redes sociais que fazem jornalismo esportivo conforme a bílis.

Junior Rocha, técnico bicolor, está sendo “martirizado” por àqueles que se dizem “formadores de opiniões”, porque a onzena alviceleste perdeu para o ruim time do Amazonas.

Afirmar que o time bicolor está jogando pedras em mangueiras porque o técnico perdeu o comando, é ser, na pior das hipóteses, leviano, posto que não há fatos substantivos que comprovem a possível “verdade escondida” nos intramuros da Curuzu.

Várias chances foi dada ao zagueiro Castro, após atos de indisciplinas foi mandado embora e não tugiu e nem mugiu. Saiu calado. Ninguém saiu em defesa do ótimo zagueiro.

Com Castro (“bom de bola, mas ruim da bola”) foram embora Lucão e Quintana. Enfraqueceu a zaga, principalmente em altura.  

Uma das principais funções do jornalismo é saber ver o mundo que o cerca e não escrever por escrever ou fazer vídeos em busca de seguidores. Não pensam.

Antes de noticiar o fato tem que pensar, e os que escrevem porque pensão são escassos nesta terra em que tudo é copiado, inclusive a linguagem.

Vandik, ex-jogador, ex-dirigente, conhece a fundo os “segredos ocultos” de um vestiário. Cá pra nós: não teria detectada a má vontade dos atletas para com o técnico? A corda já teria arrebentada…

Meu “papagainho” informa-me que à tarde desta terça-feira, 28, a alta cúpula bicolor, comissão técnica e jogadores se olharam na retina. Marcinho, Edilson e Gabriel Mesquita, os líderes do plantel, reafirmaram a liderança de Júnior Rocha, e que o “Paysandu é um time a ser batido”.

O pior dos adversários sabe como o Paysandu joga e vem pra cima com “sangue no olho” aplicando o antídoto pra cima de Edilson, Marcinho e os que jogam pelos lados.

Ao técnico cabe reinventar as variações táticas para que os líderes, em campo, fujam da forte marcação, principalmente Marcinho que tem um na marcação e outro na sobra.

Paysandu não tem dinheiro para contratar ótimos jogadores, e, então, Junior Rocha tem que tirar leite de pedra.

Além de ser “jogo de erros”, “futebol é incerteza e acaso, incidentes e acidentes”, expressão mais que verdadeira de Pep Guardiola.

É o que há!

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